
"ela quer-me, mas não me quer. mas quer-me. "
tácito (latim tacitus, -a, -um) adj. que não está declarado mas que se subentende. = implícito, subentendido ≠ expresso, manifesto, patente // que não usa palavras ou a voz. = calado, silencioso ≠ palavroso // que não se mostra. = escondido, encoberto, secreto, velado ≠ aberto, descoberto // sossegado, calmo. ≠ agitado, tempestuoso.
- Como está?
Dissertar asneiras e maus-cumprimentos.
Viajar no alucínio da música que nos transmite sem sabermos, exactamente aquilo que queremos.
Chegar a casa, olhar para um monitor que escreve o que comandamos e ouvirmos a certa batida que nos permite viajar.
Roça o desagradável, mas se é disso que o nosso cérebro necessita porquê o evitar?
Bater com panelas no quarto do vizinho do lado enquanto este descansa só porque precisamos da atenção nem que seja do seu cão a lamber-nos os pés, será então ainda mais desagradável com esta batida maravilhosa.
E?
E o quê?
Ter a certeza que somos loucos para não nos debatermos se o somos ou não. Mas ao mesmo tempo ter a possibilidade de nos debatermos com isso porque nos elucida sermos loucos.
Desdobrar um guardanapo no café central entre amigos de cafés e copos, escrevendo coisas disparatadas como o ciclo da nossa lucidez, de modo a ver os seus intestinos despojados entre batatas fritas e beatas mal apagadas.
O que eu gostava é que alguém me explicasse porque é que as estaladas no meu rosto fazem eco. Será que é por consigar dá-las? E não dar a quem mais merece? Somos auto-críticos no seu próprio exagero de auto-criticismo. Dá-me náuseas mas ao mesmo tempo não me dá, porque isso, acaba por ser como um wonderbra. Não no modo como suporta ou evidencia os seios. Mas sim, do modo, como a pessoa que o usa, deseja evidenciar algo que chame a atenção para si de outros seres.
É TUDO! UMA! ILUSÃO!
Torna-se evidente que não me apetece desenvolver mais o assunto. Ficará então para outro dia.

A água escorre-me pelo peito, a mão não quer enxaguar. A mente não a deixa.
Dia mestre. Hoje comanda a outra. É ela que comanda. Ela que quer ditar as regras do meu outro ser. Ela que quer ficar por cima a cavalgar. Ela que acha que pode mexer na caldeirada, deitar as mãos ao nódulos de massa e destruí-los com seus dedos. Com seus punhos fechados.Encarnação de um ser, que ao não estar morto, não devia ter morrido. Hoje encarna novamente. Encarna a sua rude postura. Deleita-se primeiro com aquele instrumental magnificado por estranhos.. comuns mortais, diferenciados por isto ou por aquilo. Renasce das não cinzas em que fui submergido. Tenho o poder de o trazer ao mundo novamente. O poder e o prazer. Sentá-lo-ei à mesa com os outros, sem que os outros saibam que ele lá está. Não os substimemos. Substimar. Sub estimar. Estimar. Criar estima por. AMAR. AMO. 
Diz-me tu se sabes do que falo, do que sinto, não falo do amor, falo da vida. Sabes viver? Ou só existir. Existir somente é fácil. É fácil deambular por aí aclamando estar vivo, mas viver mesmo... sabes? Saborear a vida.. mordê-la, agarrá-la com todas as forças que se possuí e as que não se possuí. Tirar-lhe o gosto, sentir-lhe o cheiro. Tocar-lhe, brincar com ela. Não é um estado que me é único.. há alguns que o sentem também. Ou serão muitos? Andarão escondidos? São poucos os que conheço. Precisam de um abanão forte para o sentir. Gosto tanto desse abanão. Gostei do meu, por mais profundo e entristecedor que fosse. Por mais que uma pessoa tenha que sofrer, tenha que crescer, sentindo não só aquelas ligeiras dores nas pernas de que nos queixamos tanto na nossa juventude. Jovem. Ser jovem para sempre. Devanear. Cometer o erro de ser incompreendido aos olhos dos outros porque dizemos apenas aquilo que sentimos dentro do nosso ser. Eu estou aqui, a minha alma vagueia. Desliza ao som da música, dança com ela. Vai ver o sol, vai sentir o frio, vai provar outros seres, sucumbir-se ao que vê.
Bonsoir..