
Sunday, November 18, 2007
odeio-te

Odeio-te.
Odeio o teu cheiro que se entranha nas minhas narinas e não desaparece facilmente, tornando-se incómodo.
Odeio o teu espreguiçar, principalmente quando rasgas um sorriso tímido.
Odeio os teus olhos semi-cerrados em tom de sedutor.
Odeio a maneira como passas a mão pelo teu cabelo.
Odeio a tua voz cheia de ritmo e meio profunda.
Odeio os teus olhos penetrantes e as tuas longas pestanas.
Odeio as curvas do teu dorso.
Odeio como te vestes despreocupadamente, mas mesmo assim estás sempre bem.
Odeio os teus ténis sujos e as tuas calças apertadas.
Odeio as tuas escolhas musicais.
Odeio a maneira como mexes o chá e respiras o ar puro das árvores com ar de satisfação.
Odeio a tua vida boémia, e as danças parvas que fazes.
Odeio ouvir o teu riso lá de longe quando estou a beber café com os meus amigos.
Odeio essa tua cara de menino grande.
Odeio o teu andar acelerado e o teu andar calmo.
Odeio o teu humor sarcástico.
Odeio quando me fazes rir.
Odeio todos os teus pormenores físicos, psicológicos, interiores e exteriores.
Odeio o sabor dos teus beijos longos.
Odeio os teus abraços apertados.
Odeio sentir a tua respiração forte e descontroladamente suave quando te digo que te amo.
Saturday, November 10, 2007
rosa vermelha

Tenho um amigo meu que fuma, que não se preocupa muito com a sua beleza exterior.
Preocupa-se mais com a interior.
E para esta finalidade, a medicação exacta que o mais comum dos mortais lhe daria seriam livros, exposições, documentários, estudos universitários, etc.
Ao invés disso, ele dedica-se a leves viagens interiores. Força-as sem sucesso, e consegue atingi-las sem se aperceber.
Viaja e deduz coisas que só se apercebe quando mexe durante largos segundos o café, enquanto fita a mão lesada da empregada que o serviu.
Este é o meu amigo que fuma, e só ele me tira de casa nestes dias.
Wednesday, November 07, 2007
vejo o mesmo que tu

até que sou uma miuda simples.
já me custou mais olhar para ti, agora não custa tanto.
agora já me habituei que não és o que quero. o que quero não, o que eu gostava que me passasse a mão pelo cabelo. quem eu gostava de levar a passear de carro a descer uma serra, com o vento a roçar a nossa pele, e a deixar-se envolver pelos nossos risos. quem eu gostava de levar a beber o meu chá preferido. quem eu gostava que visse todos os meus tiques e rituais de ser humano. quem eu queria que experimentasse todas as massas horríveis que cozinho, mas que só eu gosto. quem eu gostava que pudesse apreciar a minha cara de estúpida quando se ouve a Disappointment dos Cranberries sem eu estar à espera.
já passei a mão pelo teu cabelo sem tu sequer reparares que eu o estava a fazer. a tocar em cada fio, e a sentir a sua macieza. porque eu até sou boa miuda, só que não estou muito para mim virada. por isso é que já não me custa olhar para ti.
porque me quero virar para mim. e tu não queres. tu queres virar-te para ti.
já o sabes, mas não o queres saber.
porque também queres aquele conforto do corpo morto ao teu lado, que na realidade não é quem desejas.
e também existes tu. que não te conheço, mas que quero conhecer. porque tu se calhar é que és aquele a quem também passo a mão no cabelo. e passo.
mas trazes-me um olhar que há muito que não via.
és um contador de histórias.
e eu só me deixo envolver nisso porque preciso de imaginar algo naqueles instantes antes de adormecer.
e tu e eu? isso não existe. mas também nunca existirá.
e este que me deram a conhecer? Fritz Perls disse:
Eu faço o que me é próprio, e tu o que te é próprio.
Não estou neste mundo para satisfazer as tuas expectativas,
e tu não estás neste mundo para satisfazer as minhas.
Tu és tu, e eu sou eu.
E, se eventualmente nos encontrarmos, é maravilhoso.
Se não, não tem remédio.[a primeira foto foi retirada deste site http://olhares.aeiou.pt/quartadimensao. é uma fotografia de ricardo jorge, embora não conheça, gosto das fotografias. obrigada]
30.01.06

[30.01.06]
Pousado sob uma cor serena,
semeio o teu passo,
com diamantes brutos, irreconhecíveis pelo tempo e falta de espaço.
Regresso a mim e indago a nossa existência.
Cura para um sentimento que são mais sentimentos.
Caligrafo dezenas de palavras em rochas e frutas selvagens, dum ponto ao outro, esmagando-os uns contra os outros na espera de uma sucessão.
Do alcance de um nível... a nível espiritual mas não conjugal.
Alheio-me de tudo e foco as gotas de água que trespassam o meu cabelo, roçando o meu rosto como uma força maligna que ao cair, aterram num espaço limpo e tranquilo.
Adormeço e recupero...
Respira-se um novo ser.
Monday, October 15, 2007
é mudo

procurei-te na multidão
travei-me para não te procurar
mas ergui o meu whisky e fingi divertir-me
porque me achei ridícula na procura do que não quero
se te vir não te digo, se te cheirar não vais saber
se te possuir não vai passar disso
porque não me deixo querer
dancei aqueles instantes que me destruíam
até vestir a melhor máscara que tenho
e esquecer-me da razão da minha vinda
fui-me embora mais animada.
hoje não sei onde pûs a máscara,
mas não há problema, porque estou sozinha
amanhã vou fumar os meus cigarros e mexer o meu café
e não vou partilhar esta dôr
nem dá-la a conhecer
estalo os dedos com uma frieza que me dá a conhecer o que os outros acham que conhecem de mim
não me guardo para ti nem ninguém
só eu sei o amor que sou capaz de transportar
e o tanto que tenho para dar
prefiro sofrer com dôr, do que sofrer por amor
prefiro sofrer por amar, sem ter um amor
que me possa fazer sofrer
Thursday, October 11, 2007
botteled pride

ando a consumir orgulho diariamente e várias vezes ao dia. ando a espiolhar onde não devo. ando-me a magoar porque quero tirar a dôr maior que tenho. não o digo a ninguém, ou sussuro apenas pequenos pedaços dela.
estou com saudades de algo que não conheço, de algo que ando a tentar esquecer o cheiro. de algo que não me sai da cabeça por mais que queira. estou-me a tornar impotente nisso e isso irrita-me severamente. por isso bebo orgulho aos litros!!
Thursday, September 20, 2007
ashes to ashes
hoje ouvi dizer:
é excelente...
Is your skin your skeletons
Splinters my daydreams
Under surface see is it any seed
Shadows fly across the wall I walk outside and try to see you right in front of me
Silhouette of something sweet and so bright
Don't know what to offer you I'm only broke and lonely
And another one goes, and another goes by
Sometimes when I step outside I see you standing right in front of me
And another one goes, and another one goes by
Don't know what to offer you I'm only broke and lonely
And another one goes, and another one goes by
Sometimes when I walk outside I see it right in front of me and so bright
And another one goes
And another one goes
And another one goes by
Another One Goes By - música e letra de Quentin Stoltzfus
deprimir tem um lado bom: ouve-se sempre musica porreira
é um estado de egoísmo
absoluto
é excelente...
Is your skin your skeletons
Splinters my daydreams
Under surface see is it any seed
Shadows fly across the wall I walk outside and try to see you right in front of me
Silhouette of something sweet and so bright
Don't know what to offer you I'm only broke and lonely
And another one goes, and another goes by
Sometimes when I step outside I see you standing right in front of me
And another one goes, and another one goes by
Don't know what to offer you I'm only broke and lonely
And another one goes, and another one goes by
Sometimes when I walk outside I see it right in front of me and so bright
And another one goes
And another one goes
And another one goes by
Another One Goes By - música e letra de Quentin Stoltzfus
Wednesday, September 05, 2007
é tão fácil rir e odiar
entrei numa roda-viva assim de repente, que já nem me lembro por onde queria começar.sei que estava no café e me estavam a agoniar as conversas que eu conhecia falsas, ditas com tanta certeza e verdade mentirosa. começou-me a faltar o ar relembrar tudo o que aprendi.aperceber-me que é tudo uma falsidade. que as pessoas são falsas, mentirosas, hipócritas, egoístas, que não têm amor-próprio nem sabem lidar com isso... todos todos todos todos os humanos são um ser horripilante. passam é metade do tempo cobertos com penas de pavão lindíssimas e ninguém dá por nada. será que somos todos? levar estaladões quando não se dá por nada, e apercebermo-nos disso para não passarmos pelo mesmo outra vez...? inútil. neste momento há-de haver alguem a enganar-me/te e nem sequer nos apercebermos.
a outra parte és tu. ainda não te disse para saires do meu corpo, mas pelo menos o teu cheiro já faço por não o sentir. enerva-me este sentimento, porque não o quero ter. e se o quisesse ter não o queria. porque o que eu quero é estar comigo..
Saturday, July 21, 2007
it never really began

pûs a parte da minha alma que quis ignorar no elevador e elevei-a.
assim fica a ver-te, enquanto o meu corpo dança..
ou isso ou a ideia brilhante que ando a tentar fomentar à minha sanidade.
a paixão platónica inconcebível.
é das melhores expressões.. a da areia nos olhos.
[mas é tão bom dançar que por momentos tapa isso tudo..]
são grãos de areia enormes que só são mais destapados ainda por hormonas.
vá, desliga lá isto, já chega de brincadeiras quero ir dormir...
acorda-me daqui a uma semana.
Saturday, June 16, 2007
paixão platónica inconcebível
Thursday, May 24, 2007
not for you, my love, not tonight
Thursday, April 19, 2007
miudas suburbanas part I

Dói-me a cabeça, tronco e membros de tanto pensar..
.. e pensar que batalho por algo que não existe.
Ainda não deixei de acreditar que é possível, mas já esteve bem mais longe o dia de acreditar com mais dentes e forças que assim o era.
Já não sei o que digo. Tenho palavra mas não acredito em mim. Já tomo o dito por não dito.
Estou sentada neste banco, num ambiente que normalmente me fascinaria e sinto-me neutra.
Banco de metal, carris envelhecidos, grilos e batida urbana, pernas doridas que percorreram o dia esperando a noite chegar, para matar saudades.
Saudades que não deveriam ser mortas, mas sim deixadas de molho. Pelo menos num universo paralelo. Para que esta pessoa que se deliciaria num dia normal com os tons alaranjados e castiços que a noite fresca de Lisboa lhe proporciona, não pudesse magoar ninguém...
E o dia do julgamento final que nunca mais amanhece e se faz homem...
Tuesday, January 02, 2007
combustão cerebral prestes a explodir
Quase quase e não sei onde pára. Acho que perdi o raciocínio lógico.
Não faço ideia onde o deixei.
Se calhar foi perto da caixa de comprimidos que o Napoleão me dá a tomar, porque há pouco sabia onde estava.
Sinto bebedeira de conjugações verbais, sentimentos e emoções.
A caligrafia foge da minha mão.
Onde é que foi toda a gente que morava ao pé de mim?
Porque é que o meu corpo não pára de tremer?
Vais jantar? Só pergunto porque não sei se me apetece jantar contigo.
Eu quero estar contigo, mas ao mesmo tempo não quero. Porque sei que quando estiveres por perto eu não vou querer estar. Ou melhor, o meu lado racional não vai querer estar.
E eu que o perdi!!
Tuesday, December 19, 2006
19.12.06 - paixões in//rasputine

Calhou em conversa falar de implantes. Mais concretamente em implantes de coração.
Uma pessoa racional, ou térrea disse-me: "Eu tenho os meus limites". Pois, eu também tenho os meus, mas os meus travões estão avariados. Mas não é por falta de óleo.
Isto tudo se poderá tratar como uma equação matemática, ou questões de lógica.
Ora se o batimento cardíaco está ligado ao cérebro, ou vice-versa, então os sentimentos estarão portanto ligados ao cérebro também. O coração sente. Mas o coração sente porque o cérebro assimila esse sentimento. E quem se debruça demais sobre esse pensamento, mais sente ainda sobre o mesmo.
Tremer de paixão por toda a gente.
Tudo o que se manifesta agradável, tudo o que se manifesta de paixão, tudo o que é perfeito aos olhos mais sensíveis ou sensíveis. Sensibilidade ou sensivilidade. Que merda que se torna isto tudo.
Frágil foi o que me chamaram indirectamente uns quantos dias antes.
Ritmos mensais que atenuam o estado de espírito sentimental não racional racional!!!
Díficil expressão é o que se torna.
Dar voltas na mesma questão e mesmo assim deixar-se ir pelo que se sente.
"Eu já pedi o meu implante faz mais de 5 minutos, este sítio é uma espelunca!"
Há um ser que se quer conhecer, por isso se isola e limita o seu espaço ao conhecimento próprio, para se apaixonar pelo mesmo. Para então poder abrir as portas e se inaugurar (dentro do que já era, mas mais absorvido na sua consciência) a outras pessoas com quem deseja partilhar esse seu salão, esse seu mundo. Essa sua pessoa. Esse seu ser que não o vai abandonar por mais que fuja da sua própria sombra.
Há um ser que se quer conhecer, por isso se isola e limita o seu espaço ao conhecimento próprio, para se apaixonar pelo mesmo. Para então poder abrir as portas e se inaugurar (dentro do que já era, mas mais absorvido na sua consciência) a outras pessoas com quem deseja partilhar esse seu salão, esse seu mundo. Essa sua pessoa. Esse seu ser que não o vai abandonar por mais que fuja da sua própria sombra.
Uma pessoa que é viciada em sombras mas não consegue fugir da sua, embebeda-se em sentimentos que não quer ter, mas não foge deles porque a sua sombra os puxa para os mesmos. É correr no mesmo sítio! Como ir a um ginásio para fazer exercício porque tem hora marcada e dinheiro a cair todos os meses. Ou não, porque é uma obrigação. Então porque se torna a nossa consciência de certo modo numa obrigação? Obrigação de fazer o que sente. E se se sente muita coisa ao mesmo tempo? E se a paixão se dilui ao ponto de se confundir com diversos sentimentos? E o amor que não é próprio?
Vai para casa e escrever, escrever faz bem. Isso para mim é claro como água. Tu estás é carente.
Carente? Mas que são carências, pergunto eu, quando a única pessoa que quero amar está dentro de mim?
Estará errado obrigar-me a amar-me? Será dificil?
Houve uma senhora que perguntou ao médico onde se injectava o colagénio para o vazio existencial, eu cá corrobo a questão e pergunto também se estas fases se curam com shampoos para a caspa e medicamentos para emagrecer. Caspa não, caspa é físico. Emagrecer e depressões, que vem cá de dentro.
Terapia musical e ainda se riem de mim. Não faz efeito num mês. O comprimido bem que pode ser de açúcar.
E ainda me perguntam porque me injecto tanto com o que me faz mal. Pergunta-lhe a filha porque se mata aos poucos. Mas que gozo isso me dá.
Que gozo me dá aquele ardor, que gozo me dá a visão turva, que gozo me dá a dôr. Que gozo me dá saber que estou viva, que gozo me dá a disfunção da realidade por certos instantes.
E que gozo me dá quando penso sobre isso ao ouvir o que penso de quem vem de longe. De quem não me conhece e se exprime por mim.
Que gozo me dá essa ilusão. Dizerem-me que estamos sozinhos no mundo e afinal ser mentira.
Não sei se gosto de paixões ou não. E falo de paixões.
Uma paixão que não tem o significado que tem para ti. O mesmo significado que tem para ti, não tem para mim.
A minha absorção de paixão. O poder de me apaixonar por uma pessoa que não conheço.
Pode só esboçar-me um sorriso. E até agora ainda não bati na cabeça.
Sunday, December 17, 2006
"my brain is a mess"
Saturday, December 09, 2006
pára de respirar em cima de mim
As caras desfiguram-se ao longo dos dias.
Contam-me histórias nos sonhos, e acordam-me quando não estou a sonhar.
Desfiguram-se em dentes caninos e aumentam a minha circulação sanguínea.
Mas amanhã já não se desfiguram...
Só que nunca mais é amanhã...
Contam-me histórias nos sonhos, e acordam-me quando não estou a sonhar.
Desfiguram-se em dentes caninos e aumentam a minha circulação sanguínea.
Mas amanhã já não se desfiguram...
Só que nunca mais é amanhã...
Thursday, November 30, 2006
estudos segundos//royale devaneium

Tenho neste preciso momento a oportunidade de fazer um casulo em volta da minha pessoa. Queixava-me da falta de um lápis e um pequeno pedaço de papel, ao qual a minha intuição contribuíu, enviando sinais óbvios a quem não me conhece disponibilizando-me assim o que desejava.
Rodeada de pequenos prazeres..
Um local com luzes de noite, vozes humanas apenas como efeito sonoro, sem que as consiga perceber como as baleias. Música desconhecida que não me faça trauteá-la por a conhecer. Uma vela que não se apaga, um chá bem quente prendendo-me à mesa, e cigarros. O dia chuvoso torna-se assim mais belo.
Um cigarro após outro, uma nota após outra, assistindo ao esfriar do chá através do seu fumo, encontro o momento só, não estando só.
Pois quando estamos sós, somente nós numa divisão fechada sem sentirmos cheiro a carne humana, mesmo que seja por meio visual ou sonoro, muitas vezes não conseguimos encontrar a profundeza da solidão que procuramos.
As questões diárias que colocamos sem nunca as achar.
Nunca questionas o amor? É demasiado? É um assunto extenso, mas não será banal
questioná-lo.
questioná-lo.
Se vês paixões em todo o lado, se te apetece sorrir às pessoas na rua e quando dás por ti e não sabes se o queres ter..
Quando queres dá-lo a toda a gente, mas não o fazes porque a sociedade injecta malícia na testa das pessoas e tu acabas por não o dar.
Porque às vezes dizer que adoramos os nossos amigos, e nos dirigirmos a uma pessoa que mal conhecemos e dizer-lhe que é pura porque lhe sentimos o cheiro a milhas e ela sorri e pensa que és louco.
"Vou-me sentar naquele sofá porque é mais confortável. Mas assim fico sem contacto visual com a pessoa que está à minha frente... Que se lixe, vou para o sofá. É mais confortável."
"Vou-me sentar naquele sofá porque é mais confortável. Mas assim fico sem contacto visual com a pessoa que está à minha frente... Que se lixe, vou para o sofá. É mais confortável."
As pessoas gostam de mijar nas pernas umas das outras para marcarem território.
Mas não querem ver as suas mijadas.
Wednesday, November 29, 2006
estudos urbanos
Sunday, November 12, 2006
nesta latrina a que é que cheira..?

Os meus cigarros crescem sem controle reflexivo, devido a um esquecimento membral
ligado ao cérebro. Ao cérebro estatelado pelo coração e pela alma.
ligado ao cérebro. Ao cérebro estatelado pelo coração e pela alma.
A dôr encoberta é destapada a metade pelos dias consumidos por um lobo com fome.
Vorazmente, com mais necessidade que apetite.
Vorazmente, com mais necessidade que apetite.
A incapacidade de expressão oral, força a incapacidade literária. Os dedos calam-se
uns aos outros. e não me deixam expandir.
uns aos outros. e não me deixam expandir.
A respiração faz-me vibrar e chega a ser assustadora de modo a que fique acordada
para saber que ainda o estou.Inutilidade, fraqueza, tristeza. Eza Eza Eza Eza. Falta a beleza. É difícil encontrá-la. O mal. O terrível mal. O homem da capa preta que desfigura os belos só porque o são.
para saber que ainda o estou.Inutilidade, fraqueza, tristeza. Eza Eza Eza Eza. Falta a beleza. É difícil encontrá-la. O mal. O terrível mal. O homem da capa preta que desfigura os belos só porque o são.
Não sei. Já nem isso sei. Já nem o meu corpo sabe não responder à minha mente. O meu corpo egoísta faz com que a minha alma seja egoísta. E a minha alma egoísta torna o
meu pensamento racional egoísta.
meu pensamento racional egoísta.
Quando tudo o que quero é paz. Só paz. Só.
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