Tuesday, February 09, 2010
Wednesday, January 13, 2010
respirar ou esperar

quando acordo, só penso em ir dormir.
dormir para adiantar horas mortas.
dormir para matar o tempo morto.
para que chegue mais rápido a noite, o escuro, e que faça então sentido ir dormir outra vez.
quando me deito, estou desperta.
e só quero estar acordada.
para que passe mais rápido o tempo morto.
para que o possa matar, entretendo-me com trivialidades.
para que surja a manhã e me dê vontade de caminhar pelo dia.
tenho a doença a consumir-me o corpo, e o "tédio" a consumir-me o resto.
o tédio e a escuridão de tudo o resto.
sinto-me um espantalho incapaz, a ser debicado pelos corvos.
dormir para adiantar horas mortas.
dormir para matar o tempo morto.
para que chegue mais rápido a noite, o escuro, e que faça então sentido ir dormir outra vez.
quando me deito, estou desperta.
e só quero estar acordada.
para que passe mais rápido o tempo morto.
para que o possa matar, entretendo-me com trivialidades.
para que surja a manhã e me dê vontade de caminhar pelo dia.
tenho a doença a consumir-me o corpo, e o "tédio" a consumir-me o resto.
o tédio e a escuridão de tudo o resto.
sinto-me um espantalho incapaz, a ser debicado pelos corvos.
- "mexe-te mulher!" (guincham eles)
mas eu não consigo..
Saturday, December 26, 2009
Friday, December 18, 2009
Thursday, December 17, 2009
Monday, December 14, 2009
no corpo da escuridão
em todo o silêncio que ronda estas quatro paredes, não podia encontrar melhores palavras para descrever todo o peso do meu corpo como as que foram usadas por outro que não eu.
- "nem consigo fazer a simples tarefa de lavar a roupa.."
- "estás molengão?"
- "não, é esta escuridão que não me deixa."
- "nem consigo fazer a simples tarefa de lavar a roupa.."
- "estás molengão?"
- "não, é esta escuridão que não me deixa."
para vós
depois de toda esta loucura, onde estarão os níveis de insanidade?
quando a insanidade repousar, onde irão pousar as vossas cabeças?
quando a insanidade repousar, onde irão pousar as vossas cabeças?
Sunday, November 01, 2009
memórias
ela disse: "construí um barreira terrível de medos à minha volta, e não consigo mandar abaixo."
- "mas que medos?"
e acendeu um cigarro.
- "mas que medos?"
e acendeu um cigarro.
Monday, June 15, 2009
...
_________________________________________________________________
quase a passar a linha que separa a lucidez da loucura.
Tuesday, June 02, 2009
La Llorona
Rebekah Del Río - Llorona (@Mulholland Drive)
Yo estaba bien por un tiempo,
volviendo a sonreír.
Luego anoche te vi
tu mano me tocó
y el saludo de tu voz.
Y hablé muy bien de tu
sin saber que he estado
llorando por tu amor.
Luego de tu adiós sentí todo mi dolor.
Sola y llorando,
llorando.
No es fácil de entender
que al verte otra vez
Yo seguiré llorando
Yo que pensé que te olvidé
pero es verdad es la verdad
que te quiero aún más,
mucho más que ayer.
Dime tú qué puedo hacer
no me quieres ya
y siempre estaré
llorando por tu amor.
Tu amor se llevó
todo mi corazon
y quedo llorando
llorando
por tu amor.
Yo estaba bien por un tiempo,
volviendo a sonreír.
Luego anoche te vi
tu mano me tocó
y el saludo de tu voz.
Y hablé muy bien de tu
sin saber que he estado
llorando por tu amor.
Luego de tu adiós sentí todo mi dolor.
Sola y llorando,
llorando.
No es fácil de entender
que al verte otra vez
Yo seguiré llorando
Yo que pensé que te olvidé
pero es verdad es la verdad
que te quiero aún más,
mucho más que ayer.
Dime tú qué puedo hacer
no me quieres ya
y siempre estaré
llorando por tu amor.
Tu amor se llevó
todo mi corazon
y quedo llorando
llorando
por tu amor.
Tuesday, May 26, 2009
linda
P.J. Harvey - The Letter
Put the pen
To the paper
Press the envelope
With my scent
Can't you see
In my handwriting
The curve Of my g?
The longing
Oh
Who is left that
Writes these days?
You and me
We'll be different
Take the cap
Off your pen
Wet the envelope
Lick and lick it
Oh
I need you
The time is running out
Oh baby
Can't you hear me call?
It turns me on
To imagine
Your blue eyes
On my words
Your beautiful pen
Take the cap off
Give me a sign and I'd come running
Oh
It's you
I want you
Put the pen
To the paper
Press the envelope
With my scent
Can't you see
In my handwriting
The curve Of my g?
The longing
Oh
Who is left that
Writes these days?
You and me
We'll be different
Take the cap
Off your pen
Wet the envelope
Lick and lick it
Oh
I need you
The time is running out
Oh baby
Can't you hear me call?
It turns me on
To imagine
Your blue eyes
On my words
Your beautiful pen
Take the cap off
Give me a sign and I'd come running
Oh
It's you
I want you
Monday, May 25, 2009
enevoado
[num destes dias; provavelmente confusos.]
Andas-me a trincar os calcanhares
para ver se desfaleço
porque sabes que não estou em posses de cair.
Já vi o precipício,
senti o cheiro da terra molhada,
colhi as ervas daninhas
e desfiz-las em pedaços pequenos.
Para saborear o poder
que é não sentir mais nada.
Andas-me a trincar os calcanhares
para ver se desfaleço
porque sabes que não estou em posses de cair.
Já vi o precipício,
senti o cheiro da terra molhada,
colhi as ervas daninhas
e desfiz-las em pedaços pequenos.
Para saborear o poder
que é não sentir mais nada.
Friday, May 22, 2009
o mar
por falar em mar, água, rio, gotas, lágrimas, taínhas, chuva, ondas e maresias..
Jimmy Cliff - Many Rivers To Cross
Jimmy Cliff - Many Rivers To Cross
Wednesday, May 13, 2009
Monday, May 11, 2009
um punhado de palavras
[num domingo destes, à tarde]
Conheci um feto que cresceu, e hoje teria mais ou menos a minha idade.
Mas afoguei-o.
Afoguei-o em tragédias e dramas.
Afoguei-o em estórias deste mundo e do outro.
Estórias que se crê que sejam da minha cabeça.
Molestei-o tanto que me pediu que o afogasse.
Hoje, o seu corpo reside na terra.
Mas a sua alma não descansa.
Anda comigo para todo o lado.
Conheci um feto que cresceu, e hoje teria mais ou menos a minha idade.
Mas afoguei-o.
Afoguei-o em tragédias e dramas.
Afoguei-o em estórias deste mundo e do outro.
Estórias que se crê que sejam da minha cabeça.
Molestei-o tanto que me pediu que o afogasse.
Hoje, o seu corpo reside na terra.
Mas a sua alma não descansa.
Anda comigo para todo o lado.
Friday, May 08, 2009
Morrer Onde Não Quis Ter Nascido
Esta forma de estar é desconcertante.
Saberei eu o que é importante?
Viver ou guardar na memória
O calor do que já vivi?
Morrer talvez agora, só se for neste momento
neste auge do meu tormento.
Porque odeio toda a gente
quero amar quem não sei
percorra eu ruas ou galáxias,
seja quem me dói ou me desdém.
Porque odeio e não suporto
nem a mim nem a ninguém.
Só eu sei o que não quero saber
Ou prolongar.
Só eu sei que o Passado me foi...
luz
Que o Passado me é
fado.
Tudo fluía e agora pergunto-me:
A que foz fui dar?
Não sei nadar nestas
Águas estagnadas saturadas
Ora quentes ora frias;
Nestes mesmos quatro cantos
Ou mar onde morro e onde não sei
ser salmão e escapar;
Remar e remar corrente acima
E morrer onde nasci.
Filipe Costa Campos in Mar de Silêncios
Saberei eu o que é importante?
Viver ou guardar na memória
O calor do que já vivi?
Morrer talvez agora, só se for neste momento
neste auge do meu tormento.
Porque odeio toda a gente
quero amar quem não sei
percorra eu ruas ou galáxias,
seja quem me dói ou me desdém.
Porque odeio e não suporto
nem a mim nem a ninguém.
Só eu sei o que não quero saber
Ou prolongar.
Só eu sei que o Passado me foi...
luz
Que o Passado me é
fado.
Tudo fluía e agora pergunto-me:
A que foz fui dar?
Não sei nadar nestas
Águas estagnadas saturadas
Ora quentes ora frias;
Nestes mesmos quatro cantos
Ou mar onde morro e onde não sei
ser salmão e escapar;
Remar e remar corrente acima
E morrer onde nasci.
Filipe Costa Campos in Mar de Silêncios
Tuesday, April 28, 2009
Sunday, April 26, 2009
vomitório
as palavras andam tão soltas a correr pela minha cabeça, que não as consigo apanhar e juntá-las.
já deixaram de fazer sentido. correm mais que eu. mais que um puto de 10 anos.
vou-me pôr a dormir.
pode ser que passe.
já deixaram de fazer sentido. correm mais que eu. mais que um puto de 10 anos.
vou-me pôr a dormir.
pode ser que passe.
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