Tuesday, May 09, 2006

Thursday, April 27, 2006

no fim do dia.


















escarradeira? com tronco e membros sou uma pessoa, não uma escarradeira.

Thursday, April 06, 2006

algo do passado..

..mas do presente.
apresento-me com a banda sonora que ilustra a momentânea disfunção corporal devido a líquidos ingeridos. letras pequenas, sem preocupações, mas não menos ponderando nos erros ortográficos nem na maneira de como são expressas as sensações. sensações que eu sinto.

Cinematic Orchestra - Burn Out

Desenvolvem-se ideias a ritmos cósmicos, tão rápidos e sonoros, que me escapam entre os dedos. Quase como ossadas imperceptíveis de passar, mas que fogem. Ossos grandes e robustos não são os que passam. Só o conteúdo o é. O vísivel é escasso, é esquelético.

[ --- inserir aqui uma fotografia da memória fotográfica do dia de hoje. a árvore iluminada com o contraste do carro velho, molhado e sujo, que passei a caminho do quotidiano não rotineiro]
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Movimento shanti

O bocejo contagiante, a batida inesgotável, o calor da pele desgastada, o fumo que submerge encaminhado pelo respirar do desconhecido.
É mais um registo.
Solo...Abrem-se-me as entranhas e grita algo que não pode atingir outra coisa.
Sussura e soluça. Observa e ri-se... chora e manda. Desmanda e comanda.
Sobe as paredes tal qual um gato aflito.
Livre e confuso.
Gira sobre si mesmo de braços abertos.
Cai e rebola, corre e geme. Treme...
Desliza e brilha...
Acalma-se e explode.
Cacareja e rosna. Semeia o que não quer colher. Planeia o que não planeou.

Saturday, March 25, 2006

uma nódoa com taquicardia

A água escorre-me pelo peito, a mão não quer enxaguar. A mente não a deixa.
Está demasiado ocupada. A água escorre-me dos olhos. O quente aquece. Superficialmente. Aquece dentro. O grande aquece-o.

Aquele ser aquece-me, escalda-me. Tu, apenas me dás latejâncias na cabeça. No cucuruto, na testa. Um tumor no pescoço. Não é díficil, sou um ser humano como tu. Mas tu não me compreendes. Não te queres deixar invadir pela minha elouquência. Pelo meu prazer de pensar.
Pelo meu segundo nível de elasticidade de desempenho preguiçoso à vista comum. Ao olho comum.
A dôr que me penetra por entre as fibras de algodão e unhas lascadas.
As minhas pestanas colam-se com as tuas palavras.
Fazes-me afirmar o que já sei. Di-lo! Espeta-me um garfo na perna. Torce-o.
Mas não te esforces muito. Lá dentro já se tornou impossível de cicatrizar.

Tuesday, March 07, 2006

Bom Apetite


Mísera no mísero estado de miseridade.
Miseravelmente sorvendo um sumo de cevada num mísero estabelecimento.
Miseridade poderosa, numa apoderação da não-miseridade, não condolência, não-pena.
A não-solidão.
Vivências e subestimação.
Crenças políticas, viáveis, não viáveis.
Políticas em termo de palavra específica não contornada ao seu ímpeto comercial.
Vícios e obstáculos, a não convivência dos membros sensoriais descoordenados.

Sunday, March 05, 2006

ditadura dentro da minha personagem

fe-ro-mo-nas-con-fu-são-ca-ri-ca-tu-ra...............Dia mestre. Hoje comanda a outra. É ela que comanda. Ela que quer ditar as regras do meu outro ser. Ela que quer ficar por cima a cavalgar. Ela que acha que pode mexer na caldeirada, deitar as mãos ao nódulos de massa e destruí-los com seus dedos. Com seus punhos fechados.
Ela que não me deixa ir buscar um copo de água para matar esta secura. Esse copo de água sólido, palpável. Que o arranca com as unhas e esgravata. Uma noite de sono poderá matá-la, ou simplesmente adormecê-la, até reaparecer novamente sob um pretexto de solidão ou incoerência. Ou mesmo auto-estima.

"BATE-LHE!" Vou-lhe bater, afogá-la, matá-la, sequestrá-la e esquartejá-la. Beijá-la, amá-la, fodê-la.

Wednesday, March 01, 2006

O que é a arte..?


O que faz dele dizer que é artista? Que lhe dá esse direito? Que lhe dá o direito de me-o esfregar na cara, cuspir-me como se eu nada fosse. Pisar-me. Mesquinhez. Mesquinhice. Mesquinho.
Desfaleço.
Puxa-me.
Mostra-me a arte. Mostra-me isso, mostra aos outros todos o que fazem, o que é a arte deles. Este quadro, aquele caco, aquela escrita, aquele pedaço de carne, aquela nota, aquele pão, aquele ponto, aquela vela, aquele barco, aquele voo, aquela mente, aquele passo, a sua cara, a sua mão.
Deu-me a mão e empurrou-me da janela. Aterrei de barriga num soalho que pensei ser mais duro do que já era. Conclusão: embati num chão mais duro do que era, mas o ressentimento foi apenas vocal. Um suspiro sonoro seco. Falei-lhe de música, calou-me com fita adesiva, obrigou-me a levantar e foi-me mostrar corpos quentes. Moles, sem sabor, não se mexiam. Parados apenas, com um leve fio de baba a sair de suas entranhas. Seguimo-las e encontrei-te. A ti e aos outros. Todos dementes. Dementes à procura e ensonados, acordados de um sono, que já haviam acordado à muito, mas nunca pasmado sobre. Uns rodavam, outros submetiam-se aos jogos tradicionais, dançando com um copo de vidro na mão, em cacos. Explosão de futilidade e ignorância aos factos que ocorrem. Tanta merda dita, não se chega a lado nenhum. Agarro na tralha, desisto atiro-me para a frente, acordo suado na minha cama, no meu quarto. Escuro, tapado com a luz da indiferença proveniente do resto da casa. Dirijo-me a uma superfície, passageira de peões, peço dinheiro para justificar os pensamentos que não deveria ter. Amanhã sonharei outra vez. Amanhã vais voar mais alto. Amanhã baterás com a cabeça na parede e verás que o outro lado da estrada está mais perto. Caligrafia.
Artistas reunidos, poetas. A poesia da vida, traz-me-a num pudim. Aborrece-me. Pára o tempo.

Monday, February 27, 2006

pianadas no teu rosto

Encarnação de um ser, que ao não estar morto, não devia ter morrido. Hoje encarna novamente. Encarna a sua rude postura. Deleita-se primeiro com aquele instrumental magnificado por estranhos.. comuns mortais, diferenciados por isto ou por aquilo. Renasce das não cinzas em que fui submergido. Tenho o poder de o trazer ao mundo novamente. O poder e o prazer. Sentá-lo-ei à mesa com os outros, sem que os outros saibam que ele lá está. Não os substimemos. Substimar. Sub estimar. Estimar. Criar estima por. AMAR. AMO.
Diz-me tu se sabes do que falo, do que sinto, não falo do amor, falo da vida. Sabes viver? Ou só existir. Existir somente é fácil. É fácil deambular por aí aclamando estar vivo, mas viver mesmo... sabes? Saborear a vida.. mordê-la, agarrá-la com todas as forças que se possuí e as que não se possuí. Tirar-lhe o gosto, sentir-lhe o cheiro. Tocar-lhe, brincar com ela. Não é um estado que me é único.. há alguns que o sentem também. Ou serão muitos? Andarão escondidos? São poucos os que conheço. Precisam de um abanão forte para o sentir. Gosto tanto desse abanão. Gostei do meu, por mais profundo e entristecedor que fosse. Por mais que uma pessoa tenha que sofrer, tenha que crescer, sentindo não só aquelas ligeiras dores nas pernas de que nos queixamos tanto na nossa juventude. Jovem. Ser jovem para sempre. Devanear. Cometer o erro de ser incompreendido aos olhos dos outros porque dizemos apenas aquilo que sentimos dentro do nosso ser. Eu estou aqui, a minha alma vagueia. Desliza ao som da música, dança com ela. Vai ver o sol, vai sentir o frio, vai provar outros seres, sucumbir-se ao que vê.

Thursday, February 23, 2006

M-E-N-O-S-P-R-E-Z-A-R

Cornetas, olhos brilhantes, merda.
MERDA!
É isso mesmo, é querer tomar uma água das pedras e não conseguir apagar da memória o som irritante que a mesa faz quando algo está mal colocado.
É ter aquela dor nas costas, e não se conseguir manifestar uma reacção positiva do corpo em abandonar o local.
É sentir o que é um naco de carne inútil, um monte dele, uma mão cheia mesmo, sentir mesmo o que é, ao ponto de nos fazer envenenarmo-nos em dosagens seguidas e inconscientes.
É isto tudo e mais aquilo. É aquele nada e o sol. É o vidro espelhado sem expressão. É felicidade momentânea, com micose nas virilhas.
É ter o dedo queimado mesmo na ponta, e não conseguir parar de dançar.
É dopar a consciência para um estado absurdo em que o corpo não obedece, não comunica, não respeita, não quer.
É conseguir ser submisso àquele que não se quer. É haver alguém capaz de destronar o bem-estar cerebral, partindo em cacos a nossa auto-estima. É espetar-nos com um objecto aguçado carregado de raiva. Aquela dos bichos. Dos animais. Da irracionalidade.

É o menosprezar esse alguém. É debruçar-mo-nos sobre o próprio e abrirmos uma gargalhada feroz.. e continuar a dançar consciente do querer que se tinha e que se volta a ter. Querer.

Sunday, February 19, 2006

La Folie

Bonsoir..
Ton vehicule n'a pas l`air d`avoir de passager
Peux-tu: Veux tu me recevoir
Sans trop te deranger?
Mes bottes ne feront pas trop d`echos dans ton couloir
Pas de bruit avec mes adieux
Pas pour nous les moments perdus
En attendant un uncertain au-revoir
Parce que-j'ai la folie, oui c'est la folie
Il etait une fois un etudiant
Qui voulait fort, comme en literature
Sa copine, elle etait si douce
Qu'il pouvait presque, en la management
Rejeter tous les vices
Repousser tou les mals
Detruire toutes beautes
Qui par ailleurs, n'avait jamais ete ses complices
Parces qu'il avait la folie, oui, c'est la folie
Et si parfois l'on fait des confessions
A qui les raconter - meme le bon dieu nous a laisse tomber
Un autre endroit, une autre vie
Eh oui, c'est une autre histoire
Mais a qui tou raconter?
Chez les ombres de la nuit?
Au petit matin, au petit gris
Combien de crimes ont ete commis
Contre les mensonges et soi disant les lois du coeur
Combien sont la a cause de la folie
Parce qu'il ont la folie
 
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